Dolce far niente!

“Dolce far niente” ou a arte de não fazer nada.

Com as férias da Páscoa à porta, sejam elas uma semana completa ou apenas um fim de semana prolongado, muitos pais procuram atividades pedagógicas para os mais pequenos.
É verdade que as crianças precisam de estímulos para desenvolver novas habilidades e capacidades cognitivas, motoras e emocionais mas também é verdade que precisam (cada vez mais) de tempo para não fazerem nada. Isso mesmo! Tempo para ficarem aborrecidas por não terem nada para fazer. Até porque é nesse aborrecimento de não ter nada para fazer que surgem as ideias mais criativas de brincadeiras livres, não planeadas, não programadas, não dirigidas nem pedagógicas.
É no vazio que as ideias surgem.
É apenas com tempo livre que as crianças podem dar-se ao luxo de pensar no que querem de facto fazer “AGORA” e organizar uma brincadeira nova ou brincar com o que vêem no momento e que já não viam há vários meses. É neste tempo sem nada para fazer que as crianças também aprendem coisas muito importantes: aprendem a controlar o seu tempo, a escolher um brinquedo ou uma atividade, a decidir como vão construir a brincadeira, a olhar à sua volta com outros olhos… aprendem sobretudo a deixar fluir o tempo sem que este tenha de estar sempre ocupado… aprendem que não têm de seguir o que lhes é dito porque podem fazer o que lhes apetece naquele momento. Podem, inclusivé, escolher não fazer nada e ficarem apenas deitados no chão a rebolar de um lado para o outro e experimentar no corpo aquela sensação ou ficarem muito quietinhos a pensar no que hão-de fazer nas próximas horas…

Ilustração de Zeka Cintra do livro ‘A tartaruga muito apressada’

Podem estar a questionar-se se eu não gosto de passeios planeados, de visitas a museus, de exposições, de uma ida ao cinema? Eu adoro! Sou, de facto, uma ávida consumidora cultural e estou sempre pronta para ir a um teatro com os meus filhos, a um concerto, a levá-los à última exposição do Pavilhão do Conhecimento ou a revisitar o Oceanário… mas também preciso de uma pausa nesta azáfama de programas em família, de tempo ocupado e de atividades planeadas.
Uma pausa para não fazer nada e ficar até um pouco aborrecida das férias…
Eu e os meus filhos!

Cláudia Pinto Praça

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